sexta-feira, 25 de março de 2011

Biomed Futebol Clube!!!

Com a volta às aulas, volta a entrar em campo o excelente e magnífico time de futsal da Biomedicina ULBRA Cachoeira do Sul... O BIOMED FC.
Como nossa elite de jogadores volta a entrar em campo, com eles chega o tão esperado manto de nossos ilustríssimos jogadores!!!
Os modelos a seguir, serão votados e o manto será decido em comum acordo, para alegria dos jogadores e torcida!
Seguinte, as meninas da Biomedicina, também poderão embelezar ainda mais o Biomed Fc, fazendo a sua camiseta!!! Torcida melhor, não há!!!!

A votação será feita nos comentários desta postagem, para que possa haver dicas, sugestões sobre o tão sonhado manto!!!!
Modelo N° 1


Modelo N° 2


Modelo N°3



Modelo N° 4



Modelo N° 5



Agora é só começar a votar, e aguardar!!!
A votacão encerra dia 08/04/2011.

quinta-feira, 24 de março de 2011

24 de Março - Dia Mundial da Tuberculose


O Dia Mundial da TB foi lançado, em 1982, pela Organização Mundial de Saúde (OMS) e pela União Internacional Contra TB e Doenças Pulmonares (International Union Agaist TB and Lung Disease - IUATLD).

A data foi uma homenagem aos 100 anos do anúncio do descobrimento do bacilo causador da tuberculose, ocorrida em 24 de março de 1882, por Dr. Robert Koch. Este foi um grande passo na luta pelo controle e eliminação da doença que, na época, vitimou grande parcela da população mundial e hoje persiste com 1/3 da população mundial infectada: 8 milhões de doentes e 3 milhões de mortes anuais.

O Dia Mundial de Combate à Tuberculose não é uma data para comemoração. É sim uma ocasião de mobilização mundial, nacional, estadual e local buscando envolver todos as esferas de governo e setores da sociedade na luta conta esta enfermidade. É o marco fundamental de uma campanha que dura até o fim do ano corrente, fator fundamental para a intensificação das ações de controle da doença. 

No Brasil, a Portaria GM/MS Nº 2181, de 21 de novembro de 2001 transformou esta data no início da Semana Nacional de Mobilização e Combate à Tuberculose que vai até o dia 28 de Março. O dia 17 de Novembro também é referenciado para TB como data de mobilização nacional, estadual e local.

STOP TB
O StopTB é um movimento global, conduzido pela OMS junto com outros organismos internacionais, para acelerar, social e politicamente as ações de controle da tuberculose no mundo. Tem sua principal ênfase na expansão da adoção da estratégia do Tratamento Supervisionado (DOTS) única estratégia comprovadamente eficaz para o controle da doença, que após 10 anos da declaração pela OMS da tuberculose em "estado de emergência mundial" já tratou e curou mais de 10 milhões de pacientes. Apesar disso, nunca antes morreram tantas pessoas por tuberculose como morrem hoje. É um grande risco principalmente para pacientes co-infectados com HIV e nunca um "estado de emergência mundial" se manteve durante tanto tempo, como o da tuberculose, que ainda mantém-se.

O objetivo destas ações é conseguir alcançar em 2005 a meta de detecção de 70% e cura de 85% dos casos de TB. Em 2010 deseja-se reduzir pela metade as taxas de morbidade e mortalidade, com base em 2000. Em 2020, evitar 25 milhões de mortes de tuberculose e prevenir 50 milhões de casos. E em 2050 diminuir a incidência para 1 caso por cada 1.000.000 de habitantes, eliminando a doença como problema de saúde pública.

Anualmente o movimento StopTB cria o tema da campanha do Dia Mundial de Controle da Tuberculose. Em 2004 o tema é: "CONTROLE A TUBERCULOSE - CADA ESFORÇO CONTA!!!" No segundo semestre, nova ênfase será dada ao tema: "Vencendo o Estigma!!!".
A discriminação contra pessoas com tuberculose é uma violação dos seus direitos humanos. Pessoas com tuberculose precisam se conscientizar que a tuberculose é curável e que o tratamento é gratuito.


Controle da Tuberculose - O DesafioNo mundo, mais pessoas morrem de Tuberculose que de qualquer outra infecção curável. A cada dia mais de 20 mil pessoas adoecem e 5 mil morrem com este agravo. Vinte e dois países respondem por 80% dos casos. Como complicantes existem a co-infecção com o vírus do HIV (que aumenta o risco de adoecer e morrer) e o problema da resistência medicamentosa (TB-MDR), que é muito mais cara e mais difícil de tratar e vem se espalhando em mais de 20 países.

No Brasil a situação persiste também grave, com 50 milhões de infectados e uma média anual de aproximadamente 100 mil casos novos e 6 mil óbitos pela enfermidade. Cada paciente pulmonar bacilífero (BK+), se não tratado, pode infectar em média 10 a 15 pessoas por ano. A tuberculose infecta pessoas em todos os países do mundo, tanto ricos como pobres. A pobreza, desnutrição, más condições sanitárias e alta densidade populacional são fatores que contribuem para que o agravo se dissemine e se transforme em doença. Apenas alcançando as metas de detecção de no mínimo 70% dos casos de tuberculose e cura de 85% destes casos é que o controle da doença realmente se dará e suas taxas começarão a diminuir gradativamente em 5% ao ano.
Nos últimos anos, o Brasil e o mundo vêm ampliando os esforços para o controle da tuberculose, que continua sendo um importante e grave problema de saúde pública, essencialmente em função do aparecimento da Aids, do aumento do processo migratório e da pobreza. Os índices da doença, que diminuíam gradativamente na década de 80, voltaram a crescer nos anos 90, associados ao também risco de aparecimento de bacilos resistentes, exigindo dos governos ação firme e articulada para o seu controle, com a adoção da estratégia de tratamento como forma de aumentar a detecção de casos, de assegurar a cura de todos os doentes, de reduzir o abandono do tratamento e - evitar o aumento da chamada resistência medicamentosa, risco que tem aumentado em todo o mundo.
Objetivos:

Os objetivos da campanha do Dia da Tuberculose 2003 são:
- Educar o publico em geral a reconhecer os sintomas e o tratamento para TB;
-encorajar os sintomáticos a realizarem o exame diagnóstico para confirmação da tuberculose (baciloscopia) principalmente em unidades com tratamento supervisionado;
- persuadir pessoas a completar totalmente o tratamento, de preferência o supervisionado;
- comprometer todos os gestores de saúde na expansão da estratégia do tratamento supervisionado (DOTS).
Paralela à campanha de mobilização para aumentar as taxas de detecção e cura e diminuir o índice de abandono, deve ocorrer a conscientização dos gestores locais da necessidade de expansão do Programa de Tuberculose e da adoção da estratégia de tratamento supervisionado (DOTS) dentro das unidades básicas de saúde, tudo isso com apoio garantido das esferas estaduais e federal.

Sugestões de mobilização:
A mobilização que ocorre no Dia Mundial para o Controle da Tuberculose é apenas o ponto inicial de uma campanha que deve se seguir durante todo o ano, tanto no nível nacional como nos estaduais e locais. A seguir listamos algumas sugestões de atividades para estados e municípios:

1. Agendamento de entrevistas durante toda a Semana Nacional nas rádios e/ou TV locais com profissionais do PCT falando sobre a Tuberculose, o Tratamento Supervisionado e a cura da doença

2. Elaboração de um concurso de pôsteres - desenhos representando a TB para crianças nas escolas, com premiação para os 3 primeiros lugares
3. Realização de jornada de Educação em Saúde nas escolas, igrejas e comunidade, abordando a TB, o tratamento supervisionado e a cura
4. Realização de caminhadas no Dia Nacional para chamamento e difusão de informações sobre o controle da tuberculose convocando a população, os profissionais de saúde, agentes de saúde com realização de café da manhã e/ou distribuição de folders e/ou participação de artistas locais
5. Coleta de alimentos e roupas em estabelecimentos, empresas locais ou na própria comunidade para a confecção de cestas para os pacientes que estão sendo tratados com tuberculose em situação de carência
6. Organização de evento político local para sensibilização dos gestores locais - vereadores, deputados estaduais, prefeitos e demais secretários
7. Realização de mini-conferências nas salas de espera das unidades de saúde sobre Tuberculose, o Tratamento Supervisionado e a cura.
8. Realização de mini-conferências nas unidades de saúde para sensibilizar profissionais de saúde sobre Tuberculose, sua detecção, o Tratamento Supervisionado e a cura
9. Convocação de todos os profissionais de saúde das unidades locais para a realização de um "dia/semana" de identificação dos sintomáticos respiratórios com coleta de escarro e agendamento para consulta de todos os usuários que buscam as unidades. A idéia é transformar essa ação numa rotina do serviço de saúde.

quarta-feira, 23 de março de 2011

Gota: um problema real

Fonte: Saúde é VITAL

          Essa forma de artrite causada pelo excesso de ácido úrico circulante e famosa por provocar dores terríveis não aflige só o sexo masculino. Um novo estudo revela que refrigerantes e bebidas açucaradas elevam seu risco também nas mulheres.


           Foi-se mesmo o tempo em que a gota merecia a alcunha de doença dos reis. A história e a ciência ensinam que não é preciso pertencer à nobreza e se refestelar em um banquete regado a cerveja ou vinho para acordar, no dia seguinte, berrando de dor diante de um dedão do pé inchado. E, agora, o martírio deixará de ser visto como quase uma exclusividade dos varões. Uma pesquisa da Universidade de Boston, nos Estados Unidos, acusa: refrigerantes e sucos industrializados cheios de açúcar, presenças marcantes em uma mesa do século 21, aumentam a probabilidade de uma dama sofrer de gota.
        A associação inusitada veio à tona depois de um acompanhamento de 778 americanas. Quem bebia pelo menos duas latas de refri comum ou de suco de laranja diariamente apresentava um risco duas vezes maior de enfrentar essa artrite — as bebidas diet não parecem incitar o problema.
              Mais inusitado ainda é o fato de a gota dar as caras entre elas, afinal trata-se de uma doença bem mais rara no sexo feminino. “Para cada mulher acometida, são oito homens”, compara o reumatologista Páblius Braga, do Hospital Nove de Julho, em São Paulo. Vale esclarecer também a origem do suplício: ele é motivado por uma sobrecarga de ácido úrico no sangue. “Uma vez produzida no corpo, essa substância não pode ser reaproveitada”, afirma o reumatologista Ricardo Fuller, chefe da Unidade de Gota do Hospital das Clínicas de São Paulo.
              O perigo ronda quando o ácido começa a se acumular na circulação. “Isso acontece por um excesso de produção ou, o que ocorre em quase 90% dos casos, uma falha em sua eliminação pelos rins”, explica Fuller. No corpo de alguns predestinados geneticamente, a substância viaja até as articulações — o dedão do pé, o tornozelo, o joelho ou o cotovelo — e se transforma em cristais, despertando uma inflamação. Aí é gota! “O indivíduo sente uma dor insuportável. Às vezes, não consegue nem colocar o lençol sobre a área inflamada”, conta Braga.
           Você deve agora se perguntar: e o que refris e companhia têm a ver com a tal da gota? O elo ainda não foi completamente elucidado, mas os especialistas enxergam uma ligação indireta. Vamos ao raciocínio: pessoas que extrapolam nessas bebidas, ricas em um tipo de açúcar chamado frutose, tendem a acumular mais gordura no abdômen e desenvolver a resistência à insulina — o hormônio que leva a glicose às células deixa de funcionar direito. “Nessa condição, parece haver um aumento da concentração de ácido úrico no sangue”, diz a nutróloga Isolda Prado, da Associação Brasileira de Nutrologia. Bem, se a substância sobra no organismo, os menos sortudos encontrarão uma gota no meio do caminho. E pensar que antigamente toda a culpa recaía sobre o álcool.
           Um levantamento recém-concluído nos Estados Unidos aponta um crescimento no número de vítimas da gota. No Brasil, a situação não deve ser muito diferente. Os hábitos que levam à obesidade e à síndrome metabólica — reunião de problemas como hipertensão, colesterol alto e diabete — estão costurados a um maior risco dessa artrite. O famoso tiozão do churrasco, barrigudo, guloso e adorador de cerveja, é o candidato número 1 a tropeçar na dor. Mas mesmo quem tem nos genes a receita para o tormento pode afastar as crises ou minimizar seu impacto. Tudo é questão de conhecer os gatilhos e, o principal, seguir o tratamento à risca.
            “As crises são mais flagrantes quando a temperatura cai e, por isso, costumam se manifestar à noite”, diz o reumatologista Sergio Lanzotti, diretor do Instituto de Reumatologia e Doenças Osteoarticulares, na capital paulista. É que o termômetro em baixa facilita o aparecimento dos cristais. Até mesmo esforço físico em demasia ou traumas podem precipitar o ataque. Algumas situações, aliás, são propícias para o sofrimento das juntas, porque elevam a carga de ácido úrico no sangue. “Quadros de infecção e câncer, que envolvem morte e multiplicação celular, favorecem a gota quando há tendência a ela”, afirma Ricardo Fuller. Por outro lado, rins inoperantes também patrocinam, sem querer, o martírio (veja o infográfico ao lado).
             Outra fonte do desgosto — e nessa podemos interferir de fato — é o cardápio. “Entre 18 e 20% do ácido úrico do corpo vem da alimentação”, estima Isolda Prado. Pessoas com predisposição devem moderar em itens que aumentam a formação da substância no corpo, como carnes, feijão e grão-de-bico. Vale restringir os frutos do mar com casca, como camarões, lagostas e mariscos, redutos de purinas, que serão convertidas em ácido úrico. “O álcool também deve ser evitado ao máximo, porque reduz a excreção dessa substância”, observa Lanzotti. A cerveja, então, parece ser a gota d’água para a erupção da crise. “Além de álcool, ela tem cevada, cereal munido de purinas”, justifica Isolda.
             A sugestão não é aderir a uma dieta tirânica, que corta qualquer regalia à mesa, mas cultivar um menu equilibrado, farto em vegetais e não tão carregado de carnes, frutos do mar, bebidas alcoólicas e, como a ciência sugere agora, refrigerantes e sucos industrializados. A atividade física também é bem-vinda, porque ajuda na manutenção do peso e na prevenção das desordens que andam de braços dados com a gota — só não dá, é óbvio, para se exercitar em meio à crise. Quem segue um estilo de vida saudável (e não repudia o tratamento) pode relegar o problema a um passado distante.

segunda-feira, 21 de março de 2011

Capa em glóbulos vermelhos pode criar sangue universal

Fonte: VEJA

    Técnica cria disfarce para células do sangue e engana sistema imunológico

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                  Uma cápsula de polímero esconde a célula do sistema imunológico do paciente. 
                No futuro, transfusões entre sangues de todos os tipos serão possíveis 
      Cientistas anunciaram um passo importante rumo à transfusão de sangue universal. Pesquisadores da Universidade de McGill (Canadá) desenvolveram uma forma de envolver células sanguíneas em cápsulas feitas de polímero. A cobertura serve como disfarce, fazendo com que a célula fique invisível ao sistema imunológico do paciente. O estudo foi publicado no periódico americano Biomacromolecules.
      O tipo errado de sangue em uma transfusão pode desencadear graves reações e levar até à morte. É por isso que os cientistas há muito tempo tentam desenvolver uma célula sanguínea que sirva para qualquer pessoa. Para chegar ao "sangue universal", os cientistas desenvolveram uma casca de polímero que envolve as células vivas. Mesmo cobertas, o oxigênio consegue atravessar a superfície do polímero. Com isto, sua principal função é mantida: oxigenar os órgãos do corpo.
      Para realizar uma transfusão é preciso que o sangue do doador seja compatível com o de quem vai recebê-lo. Existem oito tipos comuns de sangue baseados em quatro grandes grupos — A, B, AB e O. Cada tipo de sangue determina os antígenos encontrados na superfície das células sanguíneas. O tipo A possui apenas o antígeno A, o tipo B têm o antígeno B e assim por diante. As pessoas do tipo O são consideradas doadoras universais porque esse tipo de sangue não possui nem o antígeno A nem o B. Os antígenos provocam a ação dos anticorpos que, na presença de um tipo de sangue diferente, atacam os glóbulos vermelhos, podendo causar a morte da pessoa que recebeu o sangue.

Projeto Pesquisador Voluntário 2011

Queridos acadêmicos e acadêmicas do curso de Biomedicina da ULBRA Cachoeira,

É com grande satisfação que venho a vocês comunicar a aprovação de um novo projeto lançado pelo curso de Biomedicina para melhorar ainda mais o curso.

Resumindo:

Qual é a ideia? 

Proporcionar aos alunos do curso a oportunidade de se envolverem diretamente no planejamento e execução dos TCC’s.

Como que vai funcionar?

Ø     Para cada aluno em TCC em Biomedicina será disponibilizado duas vagas para alunos regulares a partir do 3º Semestre do curso que tenham interesse e experiência no eixo temático de participarem como Pesquisadores Voluntários. O acadêmico ficará sob supervisão do orientador do TCC e participará ativamente das atividades práticas (de execução) e análises de resultados do trabalho. O aluno terá caráter de colaborador do trabalho e não deverá realizar atividades inerentes ao orientado do trabalho.
Ø       
     O aluno receberá um certificado pelas horas contribuídas, que serão contabilizadas como atividades complementares [Aluno Pesquisador Voluntário (TCCs) – carga horária máxima de 30 horas], além de ter seu nome em produções científicas advindas do trabalho que tenha participado.

Quais são as vantagens? 
§   Participar diretamente em trabalhos científicos da área; 
§   Enriquecimento do currículo acadêmico; 
§   Experiência em pesquisa universitária; 
§   A atividade será contabilizada como horas de atividades complementares; 
§   Troca de experiência com alunos em final de curso;

Quanto que vai custar?
Nada. Não será cobrada nenhuma taxa ou valor para o ingresso e participação do projeto.

Quando que eu posso começar?
Hoje mesmo. Converse com seus colegas e professores do curso. Uma vez havendo a aprovação do prof. Orientador você já está envolvido.

Há vagas limitas?
Sim! São apenas dois acadêmicos por TCC. Não perca tempo.

Queridos alunos, aproveitem esta oportunidade. Este é o momento de participarem ainda mais das atividades do curso e ganhar experiência.
Esse é um projeto em que os professores do curso estão apostando na qualidade e na participação dos acadêmicos.

Se alguém tiver alguma dúvida é só escrever.

Obs.: 
Não deixem de participar do blog, estamos aceitando notícias e temas interessantes para serem postados!
Esta semana também foi criado a nossa conta no twitter @biomedicinacds! Sigam o curso!!
Este semestre temos a especial colaboração das acadêmicas Jessica Hettwer, Carla Fagundes e Larissa Lopes.


Se você acha o HIV perigoso, imagina esse...

  
         Para marcar o Dia Mundial de Luta Contra as Hepatites Virais, 19 de maio, a Secretaria de Estado da Saúde (SES) criou estratégias para divulgar a doença e estimular a vacinação, contra a hepatite B, nos menores de 20 anos. A intenção é garantir que, com a informação, as pessoas conheçam os fatores de risco, as formas de prevenção e a possibilidade da detecção precoce da doença. O vírus causador da hepatite B é 100 vezes mais infectivo que o HIV, e as hepatites crônicas B e C podem levar à morte por doença hepática em 25 % dos casos.
        No ano passado, foram confirmados em Santa Catarina 1.782 casos de hepatite B e C através de diagnóstico sorológico. Destes, 322 pacientes foram a óbito. Considerada um dos maiores problemas de saúde pública do mundo, a hepatite B é a causa da morte de 1 milhão de pessoas por ano em todo o planeta. Atualmente, a estimativa é de que, no mundo, cerca de 1 milhão e meio de pessoas estejam infectadas com o vírus da Hepatite A, 350 milhões (mais ou menos 5% da população mundial) com o vírus da Hepatite B, e quase 200 milhões com o vírus da Hepatite C, dos quais 3,2 milhões estão no Brasil.



          Dados da Diretoria de Vigilância Epidemiológica (DIVE) apontam que a média de custos anuais do Sistema Único de Saúde com internações por hepatite viral, hepatocarcinoma (tipo de câncer) e transplante de fígado é de R$ 107.362,05, R$ 117.013,49 e R$ 3.619.851,77, respectivamente. Os valores triplicam se incluídos os custos com medicamentos. "O beneficio social e econômico é muito mais representativo quando investimos em prevenção, por isso disponibilizamos, através dos postos de saúde municipais, a vacina anti-hepatite B", explica a responsável pelo Programa Estadual das Hepatites Virais da DIVE, Elaine Tritany.
           A vacina é oferecida, gratuitamente, a menores de 20 anos de idade e adultos pertencentes a grupos suscetíveis à infecção, como profissionais do sexo e profissionais que atuam em unidades de saúde. "Além de oferecer a vacina, também realizamos todos os anos uma Mobilização para a conscientização da população sobre os diferenciais de cada hepatite e a importância da prevenção. Se não forem combatidas, estas doenças podem duplicar sua incidência em 10 anos", alerta. No mundo, apenas 30% dos países oferecem vacinação contra a hepatite B na infância.
           Com informação adequada, a população passa a evitar a doença, através da adoção de hábitos saudáveis. A hepatite é a inflamação do fígado e pode ser provocada por abuso de bebida alcoólica, por reação não desejada a alguns remédios e por vírus. Somente a hepatite viral é transmitida de uma pessoa para outra. O vírus é muito resistente, e pode durar de horas a dias em materiais contaminados de sangue e secreções, sendo facilmente transmitido através do sexo sem camisinha e do uso de drogas com o compartilhamento de agulhas e seringas. Além do tratamento ser delicado, o diagnóstico é difícil. Os sintomas podem se manifestar alguns anos após a infecção, o que representa uma ameaça silenciosa para qualquer pessoa.

O ABC DA HEPATITE

          Dos 6 milhões de brasileiros portadores de hepatites, cerca de um terço tem coinfecção com o vírus HIV. Em 2008, foram notificados e investigados 3.369 casos de hepatites virais em Santa Catarina. As hepatites virais mais comuns são a do tipo B e C, sendo predominante em determinadas regiões conforme suas características. Como a hepatite B é uma doença sexualmente transmissível, as fontes de infecção mais comuns são pelo sexo desprotegido e pelo compartilhamento de objetos perfurocortantes sem a esterilização adequada, como alicate, navalha, aparelho de barbear e instrumentos cirúrgicos. O maior número de casos é registrado na região Oeste, sendo mais frequente em mulheres de 20 a 39 anos. Por isso, a importância da vacinação nas pessoas com menos de 20 anos de idade.

         Já a principal forma de infecção da hepatite C é pelo uso compartilhado de drogas injetáveis, além de transfusões de sangue ou hemoderivados ocorridas antes de 1993. A maioria dos portadores do vírus é do sexo masculino com idade entre 40 e 49 anos. A maior incidência da doença em Santa Catarina se apresenta no Sul e no litoral do Estado. A relação da Hepatite C com o vírus da Aids é muito estreita. Descoberto apenas em 1989, o vírus da Hepatite C só é transmitido pela relação sexual em 3% dos casos. Seu contágio está muito mais ligado ao contato com sangue infectado, tanto que pesquisas apontam que usuários de drogas injetáveis que compartilharem seringas por um ano têm 50% de chance de contrair a doença.


         A Hepatite C é a principal causa de transplante de fígado no Brasil. Para evitar que a doença evolua, existem tratamentos - que podem chegar a R$ 48 mil anuais por paciente - e que só são indicados quando a doença se manifestar na forma crônica, em função de seus efeitos colaterais. Causa prostração, anemia, náusea, sensação de gripe, irritação e depressão, o que muitas vezes leva ao abandono do tratamento.

Existem ainda outros tipos de Hepatites, como a Delta, que só se manifesta em organismos já acometidos pelo vírus B, muito comum na região Amazônica, e a Hepatite E, também contagiosa, que ocorre tanto sob a forma epidêmica como esporádica, em áreas endêmicas de países em desenvolvimento. Além da etiologia viral, a Hepatite pode ser também desencadeada por determinadas drogas, chás, resíduos tóxicos, consumo de álcool, doenças autoimunes e metabólicas.

SAIBA MAIS:

HEPATITE A: Sua incidência está diretamente relacionada com o saneamento básico e o tratamento da água. A principal via de contágio é fecal-oral, por contato inter-humano ou por água e alimentos contaminados. É tratada com repouso, dieta e jejum de álcool.

HEPATITE B: O contágio costuma se dar através de relações sexuais desprotegidas, uso compartilhado de seringas, procedimentos com equipamentos não-esterilizados (em manicures, tatuadores, dentistas) e acessórios domésticos (para quem compartilha escovas de dente e lâminas de barbear). Os sintomas da Hepatite B crônica quando manifestos, são: fadiga, problemas digestivos, cirrose, edema, icterícia, ascite, varizes de esôfago e alterações hematológicas. Neste caso o tratamento é feito com medicamentos, em ambulatório especializado.

HEPATITE C: Progride para a forma crônica em 85% dos casos. o contágio, normalmente, se dá pelo contato com o sangue infectado, através do uso compartilhado de seringas, procedimentos com equipamentos nãoestrilizados (em manicures, tatuadores, dentistas) e acidentes ocupacionais.O contágio em transfusão de sangue e hemodiálise é muito raro desde o início da testagem obrigatória, em 1993. O portador da Hepatite C pode apresentar fadiga, problemas digestivos, cirrose, icterícia, edema, varizes de esôfago e alterações hematológicas e o tratamento é feito com a aplicação de medicamentos em ambulatório especializado.

domingo, 20 de março de 2011

Conjugação Bilirrubina

Origem do Alzheimer pode estar no fígado, não no cérebro

Fonte: VEJA
Estudo realizado em camundongos defende que proteínas podem iniciar doença
A doença de Alzheimer acontece quando placas da proteína amiloide se depositam no cérebro
A doença de Alzheimer acontece quando placas da proteína amiloide se depositam no cérebro

          Um estudo sobre o Alzheimer realizado pelo Scripps Research Institute, uma das maiores organizações não-governamentais de pesquisa do mundo, propõe uma mudança radical na compreensão e tratamento da doença neurológica. De acordo com a pesquisa, a fonte das proteínas beta-amiloides, que se acumulam no cérebro e estão associadas ao mal, não é o cérebro, mas o fígado.
          Publicada no periódico científico The Journal of Neuroscience Research, a pesquisa usou camundongos geneticamente modificados a fim de identificar os genes ligados à produção de beta-amiloide acumulada no cérebro. Descobriu-se que três genes cumprem essa função. Quanto menor a expressão (capacidade de produção da beta-amiloide) desses genes no fígado, maior a proteção ao cérebro. Isso significa que, a cada ação dos genes no organismo, mais proteínas são fixadas no cérebro. Um desses três genes é ainda o responsável por codificar a presenilina, uma proteína da membrana celular que contribui para o desenvolvimento do Alzheimer.
        Para os cientistas do Scripps Research, a descoberta pode impulsionar um novo tipo de tratamento. "Essa descoberta promete ser o primeiro passo na simplificação dos desafios que encontramos para o desenvolvimento de novas terapias contra a doença", diz Greg Sutdiffe. De acordo com um recente relatório preparado pela Associação Americana de Alzheimer, a ausência de tratamentos efetivos do mal pode provocar gastos em cuidados gerais com os pacientes superiores a 20 trilhões de dólares em 2050 (cerca de dez vezes o produto interno bruto do Brasil).
          Medicação – A droga Gleevec, usada em pacientes com leucemia ou com câncer gastrointestinal, foi aplicada nos camundongos durante os testes clínicos. Já aprovado pela FDA, agência estatal americana que regula medicamentos e alimentos, a droga, que tem baixa penetração no cérebro, foi eficaz na redução da produção de beta-amiloide no fígado. "Essa característica cerebral da droga foi fundamental na escolha dela para os testes", diz Sutdiffe.
          O uso do Gleevec no tratamento dos camundongos com Alzheimer, segundo David Schlesinger, neurologista do Instituto do Cérebro do Hospital Albert Einstein, de São Paulo, é um dos achados mais interessantes do estudo da equipe americana. "Claro que ainda é muito cedo para sairmos tratando pacientes com essa droga. Mas, como é um remédio já aprovado, os estudos em humanos podem ser feitos de maneira mais rápida", diz Schlesinger.
          A única restrição à transposição dos resultados da pesquisa a humanos, segundo o neurologista, é relativa a diferenças entre espécies: o fígado humano não tem uma produção de amiloide tão significativa quanto o dos camundongos. "Mesmo assim, a descoberta é um caminho interessante e deve ser levada adiante. Mas, por ora, ela ainda não modifica a maneira como entendemos a doença nos humanos", diz Schlesinger.

sábado, 19 de março de 2011

Wallpaper


Acupuntura é usada para tratar efeito colateral de medicação contra Aids

Fonte:  isaude

A técnica oriental vai ser testada em pacientes com lipodistrofia, que desregula o acúmulo de gordura em várias partes do corpo


          O Centro de Referência e Treinamento em DST/Aids de São Paulo vai testar a acupuntura para combater a lipodistrofia, efeito colateral do tratamento de pacientes soropositivos com antirretrovirais.
         O projeto de pesquisa tem como objetivo avaliar o benefício da acupuntura no tratamento do problema, verificando se a técnica oriental contribui para quebrar as moléculas de gordura e melhorar o tônus muscular.
          A lipodistrofia é uma alteração no organismo que leva ao acúmulo de gordura em determinadas regiões como abdome, dorso e mamas, e diminuição de gordura em face, membros e nádegas. A maior parte dos casos ocorre em pessoas que fazem uso de terapia antiretroviral, embora seja notada também em alguns pacientes que não usam este tipo de medicação.
        O problema pode afetar adultos e crianças. A incidência aumenta com o tempo de uso das medicações, influenciando negativamente na autoestima dos pacientes, podendo levar a transtornos depressivos e abandono de tratamento.
          O Centro de Referência e Treinamento em DST/Aids, na capital paulista, já promove sessões de acupuntura para pacientes da unidade, mas não com o fim específico de combater a lipodistrofia. Caso a pesquisa tenha resultados positivos, a proposta é estender o método ao tratamento deste problema. O protocolo contemplará entre 10 e 15 sessões de acupuntura.
           " A pesquisa será fundamental para verificar se a acupuntura pode de fato contribuir para a melhora da lipodistrofia e o número de sessões necessárias para obtenção de um bom resultado" , observa a infectologista e acupunturista Audrey Egypto Macedo, responsável pelo projeto.



sexta-feira, 18 de março de 2011

Em pessoas com hipotireoidismo subclínico, níveis de TSH acima de 10 mUI/L podem predizer aumento do risco de doenças coronarianas e mortalidade

Fonte: news.med


          O hipotireoidismo (distúrbio caracterizado por uma diminuição da atividade ou concentração dos hormônios tireoidianos) subclínico é caracterizado por aumento dos níveis de TSH, níveis normais de hormônios tireoidianos e ausência de sintomas clínicos do hipotireoidismo. Ele é muito prevalente, ocorrendo em 4-10% dos adultos. Estudos observacionais identificaram associações entre hipotireoidismo subclínico e hiperlipidemia (condição em que os níveis de gorduras e colesterol estão mais altos que o normal) e outros fatores de risco para aterosclerose (doença da parede dos vasos arteriais, causada pelo depósito de colesterol, cálcio e tecido fibroso e produz um aumento da resistência ao fluxo normal de sangue através do vaso afetado.). Entretanto, não está claro se esta condição está associada ao aumento do risco para eventos cardiovasculares e mortalidade.
      Foi realizada uma meta-análise para avaliar associações significativas entre hipotireoidismo subclínico e risco para eventos cardiovasculares e mortalidade. Os resultados mostraram que aqueles indivíduos com hipotireoidismo subclínico com valores de TSH acima de 10 mUI/L ou TSH entre 7.0-9.9 mUI/L apresentavam maior risco para doenças cardiovasculares. O hipotireoidismo subclínico não aumentou o risco de mortalidade geral.
         A maioria dos protocolos de tratamento recomenda o tratamento desta patologia quando os níveis de TSH estão acima de 10mUI/L, para aliviar o aparecimento dos sintomas leves e prevenir a progressão para o hipotireoidismo clínico, além de aliviar o risco cardiovascular. Entretanto, há controvérsias sobre a necessidade de tratamento para elevações mais discretas do TSH. O presente estudo sugere que para elevações discretas do TSH (abaixo de 7.0 mUI/L) o tratamento pode não ser necessário, pelo menos no que diz respeito à prevenção dos riscos para eventos cardiovasculares.
          Novos estudos clínicos são necessários para determinar os efeitos do tratamento com hormônios tireoidianos e os riscos para doenças cardiovasculares.

quinta-feira, 17 de março de 2011

HUMOR

Crise no Japão - Entenda o efeito da radiação no corpo humano


          Como todos sabem, o Japão foi atingido neste último dia 11 por um dos maiores e mais fortes tremores de terra já registrado, seguido de uma Tsunami que devastou diversas áreas desse país. Além de muita destruição, pessoas mortas e desabrigadas, o Japão e todo o mundo vivem atualmente um medo constante de uma tragédia nuclear resultante dos danos causados nas Usinas Nucleares do país. É um medo profundo, que perturba os entendidos no assunto e assombra a população em geral.




       Catástrofes Nucleares semelhantes são muito lembradas nessas horas, em que todos temem as consequências de uma energia tão forte e tão perigosa. O material radioativo já causou muitos estragos, como as duas bombas atômicas lançadas também no Japão no fim da Segunda Guerra Mundial, ou ainda o Acidente de Chernobil, na Ucrânia (atualmente o pior da história). Mas, você sabe quais os efeitos que a radiação causa no organismo humano?
      A exposição à radiação causa duas consequências para o organismo humano. A primeira delas é resultante do calor emitido pela radiação, que é muitas vezes superior ao da exposição prolongada ao sol. Pessoas expostas diretamente a altas doses da radiação (como em uma explosão atômica), tem sua pele toda queimada, pois as células não resistem à tamanho calor. Um exemplo são as pessoas mortas instantâneamente nas explosões de Hiroshima e Nagazaki.
      Outra, e talvez mais preocupante consequência está na ionização das células do organismo. Quimicamente falando, é necessário saber que as partículas de radiação se movimentam muito rápido (tem muita energia cinética), e ao atingirem as moléculas das nossas células, causam um processo de ionização e enfraquecimento das ligações entre as moléculas. Isso resulta em divisão das células em células defeituosas e incompletas, que se reproduzem normalmente repassando às células filhas o material genético defeituoso e incompleto.
      Agora, falando em termos biológicos, estas células quando reproduzidas podem ocasionar em diversos tipos cânceres, sendo um dos mais comuns o da tireóide. Ainda, em caso de gravidez durante ou após a exposição à radiação, pode ocorrer desde aborto espontâneo até más formações na criança e defeitos genéticos graves.
      Uma população exposta aos efeitos da radiação tem suas consequências ao longo de toda a vida, e através das gerações. Sem falar que uma área que sofre um grande acidente nuclear (como Chernobil, por exemplo), pode ficar inabitável por muitas e muitas décadas. A energia nuclear é realmente muito poderosa e muito perigosa. Muitos dos aparelhos médicos utilizam materiais radioativos, principalmente no diagnóstico por imagem e no tratamento do câncer. Mas, não há meios de utilizá-la sem riscos à saúde ou ao meio ambiente. Será essa uma conseguência que teremos que acatar para usufruir das diversas tecnologias que temos atualmente? Espero que encontremos alternativas mais seguras.

HPV, perigo além do útero

Fonte: SAÚDE é vital

O vírus que ficou famoso por deflagrar tumores de colo uterino agora é acusado de provocar a doença na garganta e em outras áreas do corpo. Veja o que é possível fazer para escapar dele:


No tribunal dos colaboradores do câncer, o papilomavírus humano, mais conhecido pela sigla HPV, já não responde apenas por danos a um único órgão ou por uma ameaça exclusiva ao sexo feminino. O micro-organismo sexualmente transmissível continua responsável pela esmagadora maioria dos tumores de colo de útero, um dos campeões em incidência entre as mulheres.

Mas — atenção, homens, essa notícia também lhes interessa — a ciência alerta: o mau elemento abre o caminho ao problema em outras redondezas do corpo. Onde? Uma revisão recém-publicada pela Universidade Johns Hopkins, nos Estados Unidos, esmiuçou, por exemplo, a íntima associação entre o HPV e um boom de tumores de boca e garganta . “Há um aumento na ocorrência de câncer de garganta em pessoas mais jovens do que o habitual e, em um número significativo deles, se observa a presença do vírus”, constata o cirurgião oncológico Fernando Luiz Dias, chefe do Setor de Cabeça e Pescoço do Instituto Nacional de Câncer. “Dados americanos indicam que até 50 ou 60% dos episódios da doença estejam relacionados ao HPV”, conta seu colega de especialidade André Lopes Carvalho, diretor científico do Hospital de Câncer de Barretos, no interior paulista.

Se levarmos em consideração os genitais, também deparamos com o malfeitor. “Em metade dos casos de câncer de pênis há a participação do HPV”, calcula o cirurgião oncológico Ademar Lopes, do Hospital A.C. Camargo, em São Paulo. Nas mulheres, ele é capaz de semear o mal na vagina e na vulva. E, independentemente do gênero, nem o ânus é poupado.
É preciso lembrar que nem todos os HPVs estão mancomunados com o câncer — hoje se sabe que os tipos 16 e 18 são os principais envolvidos. “E o contato com o vírus, mesmo que seja um de alto risco, não significa que haverá um tumor”, tranquiliza a bióloga Paula Rahal, da Universidade Estadual Paulista, em São José do Rio Preto, no interior de São Paulo. Predisposição genética para o câncer, baixa imunidade e tabagismo pesam na conta que resulta no problema. “Até 80% das mulheres infectadas eliminam o HPV espontaneamente em dois anos sem ter sintomas”, conta a ginecologista Cristina Helena Rama, do Hospital e Maternidade Leonor Mendes de Barros, na capital paulista. 


Mas, claro, não dá para confiar na sorte, sob pena de cair no grupo das que irão colher retaliações mais graves. “Daí a necessidade de se submeter a exames de rotina, como o papanicolau, que identificam alterações no útero”, orienta Cristina. “Do momento da infecção ao surgimento do câncer podem transcorrer até 20 anos”, avisa Paula. Estendendo a mensagem aos outros alvos do HPV, qualquer sinal de algo errado na boca, na garganta ou no pênis merece policiamento médico. Aliás, um estudo também associou esse vírus ao câncer de mama. Mas os especialistas acreditam que é cedo para fazer essa última acusação.


De qualquer modo, antes de procurar o intruso, você deve saber o que está ao seu alcance para se esquivar dele. Parte da resposta resvala nos princípios do sexo seguro. “Apesar de não ser 100% eficaz no caso do HPV, a camisinha ajuda a evitar a infecção”, diz Cristina. O problema é que o preservativo é deixado para a hora da penetração. E mais: o próprio saco escrotal, por exemplo, pode portar o vírus. Por mais careta que soe, quanto menos parceiros alguém tiver, menor o risco do contágio. Também é crucial cortar outros fatores pró-câncer. “Para os tumores de garganta, há um efeito combinado entre o cigarro, o álcool e a presença do vírus”, afirma Carvalho.

A fórmula mais segura e eficiente seria a imunização, por enquanto destinada às mulheres entre 9 e 26 anos. Especialistas já avaliam a aplicação em outras faixas etárias e a liberação para os homens — nos Estados Unidos, um dos imunizantes foi aprovado para a ala masculina visando à prevenção das verrugas genitais. “Dos tumores associados ao vírus, cerca de 70% dos de colo de útero, 80% dos de amígdala e 40% dos de pênis estão relacionados aos HPVs 16 e 18, os contemplados pelas vacinas disponíveis”, diz a bióloga Luisa Lina Villa, do Instituto Ludwig de Pesquisa sobre o Câncer, em São Paulo. A despeito dos estudos em andamento e da discussão custo/benefício, o maior pesadelo do HPV será sua condenação a um futuro com vacina para todo mundo.